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Notícia - Empresas se preparam para exigir imunização contra Covid e pretendem demitir quem não se vacinar 28 de junho de 2021
Empresas se preparam para exigir imunização contra Covid e pretendem demitir quem não se vacinar

Enquanto vacinação contra Covid já alcança pessoas entre 50 e 40 anos em várias partes do país, empresas preparam as regras para exigir que funcionários se vacinem e pretendem desligar funcionários que não aderirem à imunização. A estimativa é de que desligamentos comecem a ocorrer daqui a três meses.

Os conflitos também já surgem na relação entre empregadores e empregadas domésticas. Uma trabalhadora do Rio de Janeiro fez denúncia por não querer se vacinar e ver seu emprego sob ameaça.

A campanha de vacinação ainda caminha a passos lentos pelo país, mas as empresas já se mobilizam para impor novas regras aos funcionários e exigir que eles se vacinem. Os patrões pretendem demitir aqueles que não aderirem à imunização nos próximos meses, quando a vacinação avançar nos estados. No entanto, alguns conflitos já começam a ser registrados entre patrões e empregadas domésticas.

No Rio de Janeiro, uma denúncia: uma doméstica que já pode se vacinar se nega a receber o imunizante. Os patrões já cobraram e ameaçam demiti-la.

Um outro caso aconteceu em Campinas. Dessa vez, um anúncio polêmico para contratar uma governanta também exigia a vacinação. Só que o patrão exigia a vacina da Pfizer. Por isso, o caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho. Neste ano, o órgão lançou um guia em que sugere o afastamento de quem se recusar a ser vacinado, o que abre brecha para demissão até por justa causa.

Mas o MPT condena a exigência de uma vacina específica.
As empresas estão mais cautelosas porque a vacinação ainda está muito lenta no país. Mas, nos RHs, o assunto já é discutido e empresários preparam mudanças nos regimentos para prever desligamento em caso de recusa da vacina. O diretor de assuntos legais da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Wolnei Ferreira, afirma que o coletivo da empresa deve prevalecer, mas claro, quando houver vacina para o funcionário.

"Algumas delas a estão fazendo um controle dos vacinados, pedindo que as pessoas se apresentem voluntariamente para comprovar a vacinação, primeira e segunda doses. A partir do momento em que parte maciça da população tiver condições de se vacinar, ela poderá sim exigir essa vacinação do seu trabalhador. O coletivo da empresa tem prioridade, ele precisa ser privilegiado."

Em São Caetano do Sul, no ABC paulista, uma auxiliar de limpeza de um hospital foi demitida por justa causa por se recusar a tomar a vacina. Ela entrou na justiça, mas perdeu. Na avaliação de especialistas, a demissão já pode acontecer porque esse público já pode ser vacinado, principalmente por trabalhar em local de alto risco.

Por Gabriela Echenique

Fonte: Site CBN Brasil

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